Assimetria craniana: o que as mães precisam saber
A cabecinha do bebê parece diferente? Cerca de 3 em cada 10 bebês no Brasil apresentam alguma forma de assimetria craniana.
Assimetria craniana é quando a cabeça do bebê apresenta uma forma irregular. A causa mais comum é a pressão constante sobre uma mesma área — dentro do útero ou nos primeiros meses de vida, quando o bebê passa muito tempo deitado na mesma posição. Com o tratamento adequado, é possível corrigir antes que os efeitos passem do campo estético.
Por que acontece
O crânio do bebê é formado por vários ossos unidos por suturas — pequenas 'costuras' que permitem a passagem pelo canal de parto e a expansão do cérebro. Essa flexibilidade é ótima para o desenvolvimento, mas favorece a assimetria quando há pressão externa constante de um lado.
Os tipos mais comuns
- Plagiocefalia — achatamento de um lado da parte de trás da cabeça.
- Braquicefalia — achatamento de toda a parte posterior, como um capacete apertado.
- Escafocefalia — cabeça mais longa e estreita.
Incidência no Brasil
A incidência vem aumentando, em grande parte pela recomendação — correta e necessária — de colocar o bebê para dormir de costas, prevenindo a morte súbita infantil. Estima-se que 3 a cada 10 bebês brasileiros sejam afetados por alguma forma de assimetria craniana.
Por que agir cedo
As repercussões vão além da estética: preferência por determinadas posições, alterações de coordenação e de desenvolvimento motor podem acompanhar o quadro. Quanto mais precoce a avaliação, mais suave e eficaz o cuidado — a janela de maior plasticidade craniana está nos primeiros meses.
A avaliação osteopática pediátrica identifica restrições de mobilidade nas suturas e tensões associadas, orienta o posicionamento em casa e acompanha a evolução do formato da cabeça mês a mês.
